Antes de enviar, receber ou processar criptomoedas, é importante entender o possível risco associado à carteira envolvida.
Um endereço pode parecer comum e, ao mesmo tempo, ter conexões diretas ou indiretas com golpes, fundos roubados, entidades sancionadas, mixers, marketplaces da darknet, ransomware ou outros serviços de alto risco.
Uma verificação AML ajuda a analisar a atividade na blockchain e transformar o histórico de transações em uma avaliação estruturada de risco.
O AML Verifier permite que usuários, empresas e equipes de compliance façam o screening de carteiras, analisem sua exposição e tomem decisões mais informadas antes de concluir uma transação.
Uma verificação AML é a análise de um endereço público de blockchain para identificar possível exposição a atividades ilícitas ou de alto risco.
A verificação utiliza dados de análise de blockchain para examinar como o endereço interagiu com outras carteiras, serviços, exchanges e entidades identificadas.
Dependendo dos dados disponíveis, ela pode revelar conexões com:
O objetivo não é determinar culpa nem comprovar que o proprietário controla todos os endereços relacionados. A verificação serve para identificar indicadores de risco que podem exigir uma análise adicional.
As transações em uma blockchain pública são visíveis, mas o risco por trás delas nem sempre é evidente.
Um endereço não exibe um aviso quando recebeu fundos de um golpe, interagiu com um mixer ou utilizou um serviço de alto risco.
O risco pode estar relacionado a:
Uma carteira também pode receber fundos de alto risco sem que o proprietário reconheça imediatamente sua origem.
Por isso, a análise AML deve considerar o histórico de transações e as relações do endereço, e não apenas seu saldo atual.
A verificação pode ser útil antes de:
A verificação também pode ser feita depois da operação caso uma exchange, um provedor de pagamento, banco, auditor ou equipe de compliance solicite informações sobre a origem dos fundos.
O processo é simples:
Certifique-se de selecionar a blockchain correta.
Alguns formatos de endereço podem parecer semelhantes entre redes diferentes, enquanto outros são específicos de uma blockchain. Inserir um endereço na rede errada pode gerar um erro ou um resultado irrelevante.
Os resultados disponíveis podem incluir:
As informações disponíveis dependem da blockchain, do endereço, de seu histórico e dos dados de atribuição existentes.
O score de risco reúne vários indicadores da blockchain em um único resultado.
Em termos gerais:
O score é um ponto de partida, não uma decisão definitiva.
Também é importante analisar:
Uma carteira de risco médio não é automaticamente perigosa, e um resultado de risco baixo não garante segurança.
Uma parte essencial da análise de blockchain é diferenciar exposição direta e indireta.
Existe exposição direta quando a carteira envia fundos diretamente para uma entidade identificada ou recebe fundos diretamente dela.
Por exemplo:
Carteira A → Serviço identificado de alto risco
Essa relação costuma ser mais simples de interpretar porque não existe um endereço intermediário.
Existe exposição indireta quando os fundos passam por uma ou mais carteiras intermediárias.
Por exemplo:
Carteira A → Carteira intermediária → Serviço de alto risco
A conexão pode ser ainda mais complexa quando várias carteiras ou serviços estão envolvidos.
A exposição indireta não significa automaticamente que o proprietário interagiu conscientemente com um serviço ilícito. No entanto, ela pode se tornar mais relevante quando:
A verificação da carteira e a verificação da transação respondem a perguntas diferentes.
Avalia o histórico geral e a exposição de um endereço blockchain.
Pode ajudar a identificar:
É voltada para uma transferência específica.
Pode ajudar a identificar:
Uma transação pode parecer normal isoladamente, embora uma das carteiras tenha um histórico geral de alto risco.
Para obter mais contexto, pode ser útil verificar tanto a transação quanto os endereços envolvidos.
Os criptoativos operam em diferentes blockchains. Cada rede possui seus próprios formatos de endereço, tokens, estrutura de transações e ambiente de risco.
O AML Verifier permite verificar carteiras em várias redes, incluindo:
Selecione sempre a rede em que a operação realmente ocorreu.
Cada blockchain possui seus próprios formatos de endereço, ativos, estruturas de transação e ambientes de risco. Consulte o guia correspondente à rede que deseja verificar:
O USDT transferido pelo padrão TRC20 opera na blockchain TRON. Essa rede é amplamente utilizada em transações P2P, transferências entre exchanges, pagamentos comerciais e liquidações internacionais.
Novos guias específicos serão adicionados à base de conhecimento do AML Verifier à medida que forem publicados.
As transações P2P frequentemente envolvem contrapartes cuja origem dos fundos não é totalmente conhecida.
Uma pessoa pode receber criptomoedas diretamente de outro usuário sem os controles normalmente aplicados por uma exchange centralizada.
Antes de concluir uma negociação P2P, considere verificar a carteira da contraparte quanto à exposição a:
A verificação não substitui a identificação, a confirmação do pagamento nem uma diligência completa. Ela acrescenta uma camada adicional de informação sobre o risco da blockchain.
Empresas que recebem, enviam ou processam criptomoedas podem incorporar o screening de carteiras aos seus procedimentos AML baseados em risco.
Um possível fluxo de trabalho pode incluir:
O procedimento adequado depende de:
O screening AML deve ser tratado como uma parte de um processo mais amplo de compliance, e não como substituição completa da diligência do cliente.
Uma decisão não deve ser tomada apenas com base no score geral.
Uma análise estruturada pode incluir as seguintes etapas.
Determine se o alerta está relacionado a:
Categorias diferentes podem exigir procedimentos de escalonamento distintos.
Analise se a exposição é direta ou indireta.
Uma transferência direta e recente pode exigir uma resposta diferente de uma conexão indireta e distante por vários intermediários.
Considere:
Considere as informações disponíveis sobre o cliente ou contraparte:
Registre:
A documentação é especialmente importante quando uma transação é aprovada apesar de um alerta de risco médio ou alto.
Os termos “carteira limpa” e “carteira suja” são utilizados informalmente, mas podem ser enganosos.
O risco de blockchain nem sempre é binário.
Uma carteira pode apresentar:
É mais preciso descrever o risco detectado, sua origem e relevância do que classificar permanentemente um endereço como limpo ou sujo.
O relatório AML é uma avaliação baseada nas informações disponíveis no momento da verificação.
Não.
Um resultado de risco baixo significa que nenhuma exposição significativa foi identificada com os dados e atribuições disponíveis naquele momento.
Ele não garante que:
Os dados de análise de blockchain podem mudar à medida que novas informações se tornam disponíveis.
O resultado pode mudar quando:
Em relações importantes ou recorrentes, pode ser necessário verificar o endereço mais de uma vez.
Um relatório anterior reflete os dados disponíveis quando foi gerado e não deve ser considerado uma avaliação permanente em todos os casos.
Salvar o relatório pode ser útil para:
As empresas devem definir o período de retenção dos relatórios e documentos conforme suas políticas internas e obrigações legais aplicáveis.
As transações em blockchain geralmente são irreversíveis.
Se as criptomoedas forem enviadas para um endereço incorreto, para um golpista ou para uma contraparte inaceitável, recuperar os fundos pode ser difícil ou impossível.
Uma verificação AML pode ajudar a identificar sinais de alerta antes que a operação se transforme em um problema financeiro, operacional ou de compliance.
Use o AML Verifier para analisar uma carteira quanto à exposição a sanções, golpes, fundos roubados, mixers, darknet, ransomware e outras conexões de alto risco.
Você pode verificar um endereço público válido em uma blockchain suportada pelo AML Verifier. É necessário selecionar a rede correta antes de iniciar a análise.
Não. O screening utiliza somente o endereço público. Não é necessário conectar a carteira nem fornecer acesso.
Nunca compartilhe sua seed phrase ou chave privada.
Endereços públicos e seus históricos normalmente podem ser analisados sem acesso à carteira. No entanto, as empresas devem tratar os dados dos clientes de acordo com as regras aplicáveis de privacidade e proteção de dados.
Normalmente você precisa de:
Para analisar uma transferência específica, pode ser necessário utilizar o hash da transação.
Não.
O screening analisa a atividade da blockchain e a exposição do endereço. A verificação de identidade confirma informações sobre uma pessoa ou empresa.
Um processo completo de compliance pode exigir os dois elementos.
Pode indicar exposição significativa a entidades, serviços ou padrões transacionais identificados como de alto risco.
Analise as categorias, rotas dos fundos, valores, datas e contexto da contraparte antes de decidir como prosseguir.
Não.
Ela é um indicador de risco. Por si só, não comprova que o proprietário cometeu um crime, controla outro endereço ou interagiu conscientemente com um serviço ilícito.
Sim.
Scores e classificações podem mudar após novas transações ou quando surgem novos dados de atribuição, sanções, golpes ou autoridades.
Sempre que possível, verifique antes de concluir a operação.
Uma verificação posterior também pode ajudar a investigar a origem ou o destino dos fundos e documentar uma decisão.
Não.
Cada exchange, provedor de pagamento e instituição financeira aplica suas próprias regras e limites. Um relatório AML não pode garantir que outra organização aceitará ou rejeitará determinados fundos.
O AML Verifier fornece informações sobre riscos de blockchain para fins de screening, compliance e pesquisa. Os resultados não garantem que um endereço seja seguro ou perigoso e não constituem aconselhamento jurídico ou financeiro. As decisões devem considerar todo o contexto e, quando apropriado, ser revisadas por um profissional qualificado de compliance.